Publicado en AULA DE LÍNGUAS, PORTUGUESE CLASS FOR FOREIGNS

O VERBO SER, ESTAR E TER

OBSERVE:

TEXTO 1-Eu me chamo Maria Clara, meu sobrenome é da Silva, tenho 25 anos, sou brasileira e moro em Curitiba, cidade capital do estado do Paraná. Sou solteira.

TEXTO 2- Olá! Eu sou o Rodrigo e meu sobrenome é Carvalho, meu apelido é Dinho tenho 45 anos e moro no Brasil, sou casado e tenho 2 filhos. Minha filha se chama Ana e meu filho se chama Vitor e minha esposa se chama Gabriela. Trabalho como pedreiro e também estudo, estou fazendo faculdade de engenheiro, estudo todas as noites de segunda-feira a sexta-feira.

TEXTO 3- Oi, sou o Pedro, vivo no Maranhão, norte do Brasil, tenho 15 anos, estudo na escola. Escola Estadual Dom João Segundo, no primeiro ano do Ensino Médio, também estudo línguas, estou fazendo curso de espanhol de quarta-feira à noite.

Minha vida Eu sou assim!!!. - ppt carregar

Empregamos o verbo “ser” para indicar:

  • Nome – Exemplo: Meu nome é Paulo.
  • Nacionalidade – Exemplo: Eu sou brasileiro.
  • Estado civil – Exemplo: Ele é casado.
  • Profissão – Exemplo: Nós somos professores.
  • Endereço – Exemplo: Meu endereço é Rua B, 40.
  • Telefone – Exemplo: Meu telefone é 3318-6390.
  • Identificação – Exemplo: Aquilo é uma mesa.
  • Posse – Exemplo: O livro é meu.
  • Matéria – Exemplo: A calça é de algodão.
  • Sabor – Exemplo: O bolo é de laranja.
  • Origem – Exemplo: Manoel é de Portugal.
  • Destino – Exemplo: As flores são para ela.
  • Finalidade – Exemplo: O lápis é para escrever.
  • Direção – A rua é para lá.
  • Preço – O café é R$ 6,00.
  • Localização permanente – Copacabana é no Rio.
  • Tempohora – São três horas.
  • Características permanentes – Ela é simpática.

EMPREGO DO VERBO ESTAR

Empregamos o verbo “estar” para indicar:

  • Estados não permanentes – Exemplo: Hoje está frio.
  • Localização transitória – Exemplo: Ele está na universidade.
  • Posição – Exemplo: Ela está sentada na cadeira.
  • Vestuário – Exemplo: Ele está de terno.

Usamos também o verbo estar com o gerúndio para indicar uma ação se processando. Exemplo: Os rapazes estão jogando futebol.

FONTE: https://idiomabrasil.com/category/gramatica/

Foto por Pressmaster em Pexels.com

ATENÇÃO!!!

Em português dizemos normalmente: “Eu já estou com fome”. “Eu estou com dor de cabeça”. “Eu estou com sede“.

Mas, também usamos o verbo ter quando:

Eu tenho/fico fome quando chego na casa da minha avó…

Eu tenho/fico sede quando como muito doce.

Eu tenho/fico quando você fala muito alto.

Tarefa: Faça em seu caderno!

TRADUZA AS FRASES PARA O PORTUGUÊS:

Dicionário para ajudar: https://www.wordreference.com/ptes/

  1. Tengo quince años y vivo en Brasil. ¿Y tú?
  2. Mi nombre es José, no tengo hijos.
  3. Estoy casado y mi esposa se llama Marta.
  4. Él estudia portugués e inglés, tambien trabaja como profesor.
  5. Tenemos clase de portugués todos los martes y estudiamos español solamente el jueves.
  6. Ellas tienen dudas sobre la clase de portugués, pero yo no las tengo.
  7. ¿Usted tiene algun día libre este mes? Porque mi hijo tiene que estudiar más.

Vocabulario: 

y: e

mi: minha

tambien: também

pero: mas

de: de

la: a

sobre: sobre

algun: algum

día: dia

más: mais

Pronomes interrogativos

Quem me chamou

Quem vai querer voltar pro ninho

Redescobrir, seu lugar.”

(Guilherme Arantes)

“Eu vou contar pra todos a história de um rapaz, que tinha há muito tempo a fama de ser mal” (Roberto Carlos)…

  • Quem fez isso? (frase interrogativa direta com pronome quem)
  • Gostaria de saber quem fez isso. (frase interrogativa indireta com pronome quem)
  • Quando você chegou? (frase interrogativa direta com pronome quando)
  • Diga-me quando chegou. (frase interrogativa indireta com pronome quando)
Pronomes Interrogativos em Português | Lição 1 - Caminhos Blog

O que são?

Pronomes Interrogativos são formadores de frases interrogativas.

Podem ser usados em orações interrogativas diretas ou indiretas.

Exemplos de interrogativas diretas:

Que dia é hoje?

Quem fez esse café?

Qual das duas você prefere?

Quanto custa a entrada para o Cristo Redentor?

Exemplos de interrogativas indiretas:

Ele perguntou que dia é hoje.

Queríamos saber quem fez o café.

Quero saber qual das duas você prefere.

Diga quanto custa a entrada para o Cristo.

Pronomes interrogativos variáveis e invariáveis.

Os pronomes interrogativos que quem são invariáveis (não mudam).

Os pronomes interrogativos qual e quanto são variáveis (mudam). Temos quais (plural) e temos quantos (plural), quanta (singular-feminino) e quantas (plural-feminino). A forma quantararamente é utilizada no português do Brasil.

Invariáveis:

Que – Que horas são?

O que – O que ele quer fazer hoje?

Quem – Quem é a sua amiga?

Como – Como você está?

Por que – Por que quer aprender português?

Quando – Quando vai viajar?

Onde – Onde ela está trabalhando agora?

Cadê – Cadê o papel que estava aqui?

Variáveis:

Quanto – Quanta – Quantos – Quantas

Quantos anos você tem?

Quantas cervejas você comprou?

Qual – Quais

Quais são seus hobbies?

Algumas possibilidades…

Com quem? 

De quem? 

De onde? 

Para onde/Aonde? 

Veja!

Que vem antes de substantivo.

Exemplo:Que horas são?

                  Que dia é hoje?

Mas…

O que você quer comer? ( O aparece para enfatizar a pergunta/não temos um substantivo em seguida)

Qual é seu nome?

O pronome qual tem um valor seletivo, ou seja, quando queremos selecionar, escolher uma coisa. É usado, geralmente, antes do verbo ser.

Qual é a sua capa de chuva?

O valor seletivo pode ser reforçado pelo uso de de/das/dos, seguido de um substantivo ou pronome no plural.

Qual das meninas gostaria de ler o texto?

Qual de vocês quer falar primeiro?

Exercício:

Complete:

  1. __________________ é a maçã?
  2. __________________ a senhora prefere o filé? 
  3. __________________ é a caipirinha? É sua?
  4. __________________ são seus hobbies?
  5. __________________ ela quer morar no Brasil?
  6. __________________ é o presidente do Brasil?
  7. __________________ vocês estão fazendo aqui?
  8. __________________ eles moram?
  9. __________________ o José?
  10. __________________ você é?
  11. __________________ horas ela vai chegar?
  12. __________________ é seu aniversário?
  13. __________________ é sua profissão?
  14. __________________ anos você tem?

Fonte: https://caminhoslanguages.com/blog/pt/learn-portuguese-pronomes-interrogativos/

https://www.aulafacil.com/cursos/portugues/basico-para-hispanoparlantes/as-cores-pronomes-interrogativos-l10748

Vamos jogar???

Atividade

Vamos praticar os pronomes interrogativos:

1 – Qual o seu nome completo? 
Qual a sua idade? 
Qual a data de seu aniversário? 
Nacionalidade

Aniversário. 
Família (com quem mora)
Profissão. 

2 – Conte um pouco da história da sua família (Quem faz parte, como eles são, em que trabalham); 
As suas lembranças da infância, as brincadeiras preferidas; 

3 – Lembranças de quando começou a estudar; 
As pessoas e os fatos que mais marcaram o seu percurso escolar; 
Quais foram/são os adultos mais admirados, como eles eram/são; 
Quais os aspectos mais marcantes do início de sua adolescência; 

4 – O que você gosta de fazer no seu tempo livre; 
Como você se descreveria hoje; 
Quais são as suas principais características (físicas e psicológicas), interesses e habilidades; 
Quais são os seus “pontos fortes” e os “pontos fracos”; 

5 – Cite um ou mais momentos bons e ruins na sua vida. 
Se pudesse, o que mudaria na sua vida? 
Você acredita em Deus? Quanto? 

6 – Quem são as pessoas mais importantes da sua vida hoje? 
O que acha da amizade? Tem muitos amigos? Cite alguns. 

7 – Hoje, qual o papel da escola na sua vida? 
Qual é o seu maior sonho? 
Qual é o seu maior medo? 

8 – Como você vê o mundo? 

Estado de São Paulo- capital- São Paulo
Foto por C. Cagnin em Pexels.com

Atividade baseada em uma entrevista com uma brasileira:

Assista ao vídeo abaixo para realizar a questão presente no link abaixo:

Atividade:

Publicado en AULA DE LÍNGUAS, PORTUGUESE CLASS FOR FOREIGNS

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Data: Hoje é terça-feira, dia dezenove  de janeiro de 2021.

O dia da semana/Os dias da semana:

O mês do ano/ Os meses do ano

Janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro.

  1. Qual é o mês do seu aniversário?

R: O mês do meu aniversário é dezembro. E o seu? Qual é?

A cor/as cores

Pin on Portuguese Vocabulary

 


VAMOS PRATICAR! OBSERVE AS IMAGENS E RESPONDA:

Que cor é esta/essa?

DICA? Este quadro/ Esta figura/ Esta imagem tem a cor verde… aparece a cor vermelha, posso ver nesta imagem a cor azul, etc.

Vocabulário:

Lembrando=recordando

Meninas: chicas

ligar: prender/encender

desligar: apagar

esqueci: olvidé

ATIVIDADE- Prática auditiva e de pronúncia:

1- Ouça a canção acima, em seguida, complete os espaços da letra abaixo, com alguns pronomes pessoais retos (eu, tú, você, ele, ela, nós, vós, eles, elas, vocês) e com algumas cores.

Aquarela- Cantor: Toquinho

Numa folha qualquer ______ desenho um sol ________
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho _______ do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul
Vou com _______, viajando, Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela ____, navegando, é tanto céu e mar num beijo _________

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião ______ e ______
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ______ está partindo, sereno, indo
E se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer ____ desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo ______ faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol __________(que descolorirá)
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo __________faço o mundo (que descolorirá)

Que descolorirá
Que descolorirá

Fonte: LyricFind

ATIVIDADE BASEADA NO ÁUDIO DE UMA NATIVA DO BRASIL.

1- Ouça o áudio da brasileira Crisleide e responda as questões abaixo.

1-Crisleide diz:

  1. Boa noite
  2. Bom dia
  3. Boa tarde

2- Oi e Olá possuem o mesmo sentido em português.

Verdadeiro        Falso

3-  Complete:

Olá,  boa tarde ___tudo bem______?, meu nome é Crisleide, meu sobrenome _é_ Martins Almeida.  Tenho 33 anos ,   Sou casada e tenho uma ___filha_ de 11 anos_. Nasci na __cidade______ de Jaú,  interior do estado de São Paulo ______. 

Atualmente resido na cidade de Dois Córregos  e trabalho no ___distrito_____ de Guarapuã. Local que fica 13 quilômetros da minha ___casa____.

Neste _local____ de  ______trabalho  sou   vice-diretora  da escola Professora Laura Rebouças de Abreu. Um forte abraço a todos.

__Agora_____ me conte um poquinho sobre _vocês_____. Beijos.  _____até ___.

Publicado en 5º e 6º Estágio Nível 2, AULA DE LÍNGUAS, POEMAS/CONTO/ LITERATURA AFINS

Miren el documental Se acabó la épica (directora: Matilde Michanie) sobre la vida poética de Néstor Sanchez:

El poeta es un fingidor” de Fernando Pessoa.

El poeta es un fingidor.

Finge tan completamente

que hasta finge que es dolor

el dolor que en verdad siente.

Y, en el dolor que han leído,

a leer sus lectores vienen,

no los dos que él ha tenido,

sino sólo el que no tienen.

Y así en la vía se mete,

distrayendo a la razón,

y gira, el tren de juguete

que se llama el corazón.

(Fernando Pessoa, «Autopsicografía»)

«Leer un poema comporta

la misma sensación incómoda de quien se sabe intruso por haber

irrumpido en mitad de una conversación que sólo podrá escuchar muy

fragmentariamente. La comprensión no es inmediata, porque ninguno

de los referentes aludidos es en principio familiar, y por eso hay que

empezar a prestar mucha atención a todo cuanto se dice, y todavía más

al tono en que es pronunciado»

«En la práctica, por tanto, leer el poema será tomar

decisiones sobre la identidad del personaje que habla y sobre la

situación en que lo hemos sorprendido inmerso, y sobre si aquél, por así

decir, simplemente está pensando en voz alta, o bien dirige su discurso a

algún otro personaje».

«De igual forma que el ventrílocuo,

el poeta altera su voz atribuyéndola a un personaje interpuesto, que los

lectores acordamos tomar por verdadero emisor».

(Pere Ballart)

Grande es el odio

1

Grande y dorado, amigos, es el odio.

Todo lo grande y lo dorado

viene del odio.

El tiempo es odio.

Dicen que Dios se odiaba en acto,

que se odiaba con fuerza

de los infinitos leones azules

del cosmos;

que se odiaba

para existir.

Nacen del odio, mundos,

óleos perfectísimos, revoluciones,

tabacos excelentes.

Cuando alguien sueña que nos odia, apenas,

dentro del sueño de alguien que nos ama,

ya vivimos el odio perfecto.

Nadie vacila, como en el amor,

a la hora del odio.

El odio es la sola prueba indudable

de la existencia.

2

Y el miedo es una cosa grande como el odio.

El miedo hace existir a la tarántula,

la vuelve cosa digna de respeto,

la embellece en su desgracia,

rasura sus horrores.

Qué sería de la tarántula, pobre,

flor zoológica y triste,

si no pudiera ser ese tremendo

surtidor de miedo,

ese puño cortado

de un simio negro que enloquece de amor.

La tarántula, oh Bécquer,

que vive enamorada

de una tensa magnolia.

Dicen que mata a veces,

que descarga sus iras en conejos dormidos.

Es cierto,

pero muerde y descarga sus tinturas internas

contra otro,

porque no alcanza a morder sus propios miembros,

y le parece que el cuerpo del que pasa,

el que amaría si lo supiera,

es el suyo.

En la Doliente Soledad del domingo

(1982)

Aquí estoy,

desnuda,

sobre las sabanas solitarias

de esta cama donde te deseo.

Veo mi cuerpo,

liso y rosado en el espejo,

mi cuerpo

que fue ávido territorio de tus besos,

este cuerpo lleno de recuerdos

de tu desbordada pasión

sobre el que peleaste sudorosas batallas

en largas noches de quejidos y risas

y ruidos de mis cuevas interiores.

Veo mis pechos

que acomodabas sonriendo

en la palma de tu mano,

que apretabas como pájaros pequeños

en tus jaulas de cinco barrotes,

mientras una flor se me encendía

y paraba su dura corola

contra tu carne dulce.

Veo mis piernas,

largas y lentas conocedoras de tus caricias,

que giraban rápidas y nerviosas sobre sus goznes

para abrirte el sendero de la perdición

hacia mi mismo centro

y la suave vegetación del monte

donde urdiste sordos combates

coronados de gozo,

anunciados por descargas de fusilerías

y truenos primitivos.

Me veo y no me estoy viendo,

es un espejo de vos el que se extiende doliente

sobre esta soledad de domingo,

un espejo rosado,

un molde hueco buscando su otro hemisferio.

Llueve copiosamente

sobre mi cara

y solo pienso en tu lejano amor

mientras cobijo

con todas mis fuerzas,

la esperanza.

Gioconda Belli

tu nombre/ Fabrício Corsaletti

tu nombre

si tuviera un bar tendría tu nombre

si tuviera un barco tendría tu nombre

si comprara una yegua le daría tu nombre

mi mascota imaginaria tiene tu nombre

si enloqueciera pasaría las tardes repitiendo tu nombre

si muero viejito, en el suspiro final balbucearé tu nombre

si fuera asesinado con la boca llena de sangre gritaré tu nombre

si encontraran mi cuerpo flotando en el mar en mi bolsa habrá un papelito con tu nombre

si me suicido al jalar el gatillo pensaré en tu nombre

la primera muchacha que besé tenía tu nombre

en la secundaria yo tenía dos amigas con tu nombre

antes de ti tuve tres novias con tu nombre

en la calle hay mujeres que parecen tener tu nombre

en el video que frecuento hay una empleada con tu nombre

a veces las nubes casi forman tu nombre

mirando las estrellas es siempre posible dibujar tu nombre

el último verso del famoso poema de Éluard podría muy bien ser tu nombre

Apollinaire escribió poemas a Lou porque en la locura de la guerra no conseguía recordar tu nombre

no entiendo por qué Chico Buarque no compuso una canción para tu nombre

si fuera un travesti usaría tu nombre

si un día cambio de sexo adoptaré tu nombre

mi madre me contó que si hubiera sido niña tendría tu nombre

si tengo una hija tendrá tu nombre

mi contraseña de e-mail ya fue tu nombre

mi contraseña del banco es una variación de tu nombre

tengo pena de tus hijos porque en general dicen “madre” en vez de tu nombre

tengo pena de tus padres porque en general dicen “hija” en vez de tu nombre

tengo mucha pena de tus ex-maridos porque asocian el término “ex-mujer” a tu nombre

tengo envidia del oficial de registro que mecanografió por primera tu nombre

cuando me emborracho digo mucho tu nombre

cuando estoy sobrio me controlo para no decir de más tu nombre

es difícil hablar de ti sin mencionar tu nombre

una vez soñé que todo en el mundo tenía tu nombre

conejo tenía tu nombre

taza tenía tu nombre

teleférico tenía tu nombre

en el índice onomástico de mi biografía habrá millares de referencias a tu nombre

en la foto de Korda ¿hacia dónde mira el Che sino para el infinito de tu nombre?

algunas profesoras de la USP serían menos amargas si tuvieran tu nombre

detesto el trabajo porque me impide concentrarme en tu nombre

“cábala” es una palabra linda, pero no llega a los pies de tu nombre

en el cabo de mi bengala grabaré tu nombre

no puedo ser nihilista mientras exista tu nombre

no puedo ser anarquista si eso implica la degradación de tu nombre

no puedo ser comunista si tengo que compartir tu nombre

no puedo ser fascista si no quiero imponer a otros tu nombre

no puedo ser capitalista si no deseo nada más allá de tu nombre

cuando salí de la casa de mis padres fui detrás de tu nombre

viví tres años en un barrio que tenía tu nombre

espero nunca dejar de amarte para no olvidar tu nombre

espero que nunca me dejes para no ser obligado a olvidar tu nombre

espero nunca odiarte para no tener que odiar tu nombre

espero que nunca me odies para no quedar arrasado al oír tu nombre

la literatura no me interesa tanto como tu nombre

cuando la poesía es buena es como tu nombre

cuando la poesía apesta tiene algo de tu nombre

estoy cansado de la vida, pero eso no tiene nada que ver con tu nombre

estoy escribiendo el quincuagésimo octavo verso sobre tu nombre

tal vez yo no sea un poeta a la altura de tu nombre

por si las dudas voy a acabar el poema sin decir explícitamente tu nombre

Fabrício Corsaletti (Santo Inácio, 1978).

Traducción de Sergio Ernesto Ríos.

En la Doliente Soledad del domingo

(1982)

 Gioconda Belli

Aquí estoy,

desnuda,

sobre las sabanas solitarias

de esta cama donde te deseo.

Veo mi cuerpo,

liso y rosado en el espejo,

mi cuerpo

que fue ávido territorio de tus besos,

este cuerpo lleno de recuerdos

de tu desbordada pasión

sobre el que peleaste sudorosas batallas

en largas noches de quejidos y risas

y ruidos de mis cuevas interiores.

Veo mis pechos

que acomodabas sonriendo

en la palma de tu mano,

que apretabas como pájaros pequeños

en tus jaulas de cinco barrotes,

mientras una flor se me encendía

y paraba su dura corola

contra tu carne dulce.

Veo mis piernas,

largas y lentas conocedoras de tus caricias,

que giraban rápidas y nerviosas sobre sus goznes

para abrirte el sendero de la perdición

hacia mi mismo centro

y la suave vegetación del monte

donde urdiste sordos combates

coronados de gozo,

anunciados por descargas de fusilerías

y truenos primitivos.

Me veo y no me estoy viendo,

es un espejo de vos el que se extiende doliente

sobre esta soledad de domingo,

un espejo rosado,

un molde hueco buscando su otro hemisferio.

Llueve copiosamente

sobre mi cara

y solo pienso en tu lejano amor

mientras cobijo

con todas mis fuerzas,

la esperanza.

Publicado en 5º e 6º Estágio Nível 2, AULA DE LÍNGUAS, POEMAS/CONTO/ LITERATURA AFINS

Poema de Yevgueni Yevtushenko

En el país llamado Más o Menos

Vivo en el país llamado Más o Menos,

donde,

muy extrañamente,

no hay ningún partido oficial llamado “Masomenosista”…

donde ellos

leen a nuestros escritores clásicos… más o menos.

Donde a veces,

hasta los distinguidos ciudadanos

se enamoran (más o menos),

pero a veces,

después de algunos meses

ya no hay besos,

los unen solo los pesos.

Entonces no son ajenos,

más o menos.

“¿Es verdad, señor, que todos beben en su país Más o Menos?”

Hay algunas personas que no beben nada…

Más o menos…”

“Difícil de creer, señor,”

Ni siquiera algo así como…

una gota. Más o menos.”

“¿Qué tipo de gente es aquella, la de su amado pueblo

del país llamado Más o Menos?”

Son más o menos agradables…

Más o menos honestos…

Unas veces menos, otras veces más…

“¿Está Usted, señor, orgulloso de su gran país,

llamado Más o Menos?”

Hmmm…

Más o menos…

Por lo general, somos generosos más o menos..

suficientemente amistosos… menos o más…

Por supuesto, todos estamos por la paz…

un tanto más, un tanto menos..

Por supuesto, tenemos algunas pequeñitas,

pero más o menos

desagradables guerras.

En cada esquina,

en cada cocina de cada casa

cuando las esposas y los esposos están algo

así como peleando discretamente,

tenemos nuestra propia Chechenia doméstica,

y un Irak privado,

ondeando un trapo húmedo de cocina

como una bandera nacional,

cuando las sandalias y las planchas

a veces vuelan por encima de las cabezas

como ovnis…

sin embargo, apreciamos nuestros valores de familia…

Más o menos…

En nuestras cortes de justicia  tenemos

más o menos incorruptibles jueces,

en nuestros centros de investigación

hay pensadores, más o menos insobornables.

Una más o menos bella mujer me susurró:

“Estoy más o menos enamorada de Ud.

Más o menos para siempre…”

Me gustaría pararme frente a Dios,

así como soy,

no algo así como más o menos.

No estar  más o menos feliz

En esta más o menos vida…

En esta más o menos libertad.

(Yevgueni Yevtushenko)

El poeta es un fingidor.

Finge tan completamente

que hasta finge que es dolor

el dolor que en verdad siente.

Y, en el dolor que han leído,

a leer sus lectores vienen,

no los dos que él ha tenido,

sino sólo el que no tienen.

Y así en la vía se mete,

distrayendo a la razón,

y gira, el tren de juguete

que se llama el corazón.

(Fernando Pessoa, «Autopsicografía»)

«Leer un poema comporta

la misma sensación incómoda de quien se sabe intruso por haber

irrumpido en mitad de una conversación que sólo podrá escuchar muy

fragmentariamente. La comprensión no es inmediata, porque ninguno

de los referentes aludidos es en principio familiar, y por eso hay que

empezar a prestar mucha atención a todo cuanto se dice, y todavía más

al tono en que es pronunciado»

«En la práctica, por tanto, leer el poema será tomar

decisiones sobre la identidad del personaje que habla y sobre la

situación en que lo hemos sorprendido inmerso, y sobre si aquél, por así

decir, simplemente está pensando en voz alta, o bien dirige su discurso a

algún otro personaje».

«De igual forma que el ventrílocuo,

el poeta altera su voz atribuyéndola a un personaje interpuesto, que los

lectores acordamos tomar por verdadero emisor».

(Pere Ballart)

Grande es el odio

1

Grande y dorado, amigos, es el odio.

Todo lo grande y lo dorado

viene del odio.

El tiempo es odio.

Dicen que Dios se odiaba en acto,

que se odiaba con fuerza

de los infinitos leones azules

del cosmos;

que se odiaba

para existir.

Nacen del odio, mundos,

óleos perfectísimos, revoluciones,

tabacos excelentes.

Cuando alguien sueña que nos odia, apenas,

dentro del sueño de alguien que nos ama,

ya vivimos el odio perfecto.

Nadie vacila, como en el amor,

a la hora del odio.

El odio es la sola prueba indudable

de la existencia.

2

Y el miedo es una cosa grande como el odio.

El miedo hace existir a la tarántula,

la vuelve cosa digna de respeto,

la embellece en su desgracia,

rasura sus horrores.

Qué sería de la tarántula, pobre,

flor zoológica y triste,

si no pudiera ser ese tremendo

surtidor de miedo,

ese puño cortado

de un simio negro que enloquece de amor.

La tarántula, oh Bécquer,

que vive enamorada

de una tensa magnolia.

Dicen que mata a veces,

que descarga sus iras en conejos dormidos.

Es cierto,

pero muerde y descarga sus tinturas internas

contra otro,

porque no alcanza a morder sus propios miembros,

y le parece que el cuerpo del que pasa,

el que amaría si lo supiera,

es el suyo.

En la Doliente Soledad del domingo

(1982)

Aquí estoy,

desnuda,

sobre las sabanas solitarias

de esta cama donde te deseo.

Veo mi cuerpo,

liso y rosado en el espejo,

mi cuerpo

que fue ávido territorio de tus besos,

este cuerpo lleno de recuerdos

de tu desbordada pasión

sobre el que peleaste sudorosas batallas

en largas noches de quejidos y risas

y ruidos de mis cuevas interiores.

Veo mis pechos

que acomodabas sonriendo

en la palma de tu mano,

que apretabas como pájaros pequeños

en tus jaulas de cinco barrotes,

mientras una flor se me encendía

y paraba su dura corola

contra tu carne dulce.

Veo mis piernas,

largas y lentas conocedoras de tus caricias,

que giraban rápidas y nerviosas sobre sus goznes

para abrirte el sendero de la perdición

hacia mi mismo centro

y la suave vegetación del monte

donde urdiste sordos combates

coronados de gozo,

anunciados por descargas de fusilerías

y truenos primitivos.

Me veo y no me estoy viendo,

es un espejo de vos el que se extiende doliente

sobre esta soledad de domingo,

un espejo rosado,

un molde hueco buscando su otro hemisferio.

Llueve copiosamente

sobre mi cara

y solo pienso en tu lejano amor

mientras cobijo

con todas mis fuerzas,

la esperanza.

Gioconda Belli

tu nombre/ Fabrício Corsaletti

tu nombre

si tuviera un bar tendría tu nombre

si tuviera un barco tendría tu nombre

si comprara una yegua le daría tu nombre

mi mascota imaginaria tiene tu nombre

si enloqueciera pasaría las tardes repitiendo tu nombre

si muero viejito, en el suspiro final balbucearé tu nombre

si fuera asesinado con la boca llena de sangre gritaré tu nombre

si encontraran mi cuerpo flotando en el mar en mi bolsa habrá un papelito con tu nombre

si me suicido al jalar el gatillo pensaré en tu nombre

la primera muchacha que besé tenía tu nombre

en la secundaria yo tenía dos amigas con tu nombre

antes de ti tuve tres novias con tu nombre

en la calle hay mujeres que parecen tener tu nombre

en el video que frecuento hay una empleada con tu nombre

a veces las nubes casi forman tu nombre

mirando las estrellas es siempre posible dibujar tu nombre

el último verso del famoso poema de Éluard podría muy bien ser tu nombre

Apollinaire escribió poemas a Lou porque en la locura de la guerra no conseguía recordar tu nombre

no entiendo por qué Chico Buarque no compuso una canción para tu nombre

si fuera un travesti usaría tu nombre

si un día cambio de sexo adoptaré tu nombre

mi madre me contó que si hubiera sido niña tendría tu nombre

si tengo una hija tendrá tu nombre

mi contraseña de e-mail ya fue tu nombre

mi contraseña del banco es una variación de tu nombre

tengo pena de tus hijos porque en general dicen “madre” en vez de tu nombre

tengo pena de tus padres porque en general dicen “hija” en vez de tu nombre

tengo mucha pena de tus ex-maridos porque asocian el término “ex-mujer” a tu nombre

tengo envidia del oficial de registro que mecanografió por primera tu nombre

cuando me emborracho digo mucho tu nombre

cuando estoy sobrio me controlo para no decir de más tu nombre

es difícil hablar de ti sin mencionar tu nombre

una vez soñé que todo en el mundo tenía tu nombre

conejo tenía tu nombre

taza tenía tu nombre

teleférico tenía tu nombre

en el índice onomástico de mi biografía habrá millares de referencias a tu nombre

en la foto de Korda ¿hacia dónde mira el Che sino para el infinito de tu nombre?

algunas profesoras de la USP serían menos amargas si tuvieran tu nombre

detesto el trabajo porque me impide concentrarme en tu nombre

“cábala” es una palabra linda, pero no llega a los pies de tu nombre

en el cabo de mi bengala grabaré tu nombre

no puedo ser nihilista mientras exista tu nombre

no puedo ser anarquista si eso implica la degradación de tu nombre

no puedo ser comunista si tengo que compartir tu nombre

no puedo ser fascista si no quiero imponer a otros tu nombre

no puedo ser capitalista si no deseo nada más allá de tu nombre

cuando salí de la casa de mis padres fui detrás de tu nombre

viví tres años en un barrio que tenía tu nombre

espero nunca dejar de amarte para no olvidar tu nombre

espero que nunca me dejes para no ser obligado a olvidar tu nombre

espero nunca odiarte para no tener que odiar tu nombre

espero que nunca me odies para no quedar arrasado al oír tu nombre

la literatura no me interesa tanto como tu nombre

cuando la poesía es buena es como tu nombre

cuando la poesía apesta tiene algo de tu nombre

estoy cansado de la vida, pero eso no tiene nada que ver con tu nombre

estoy escribiendo el quincuagésimo octavo verso sobre tu nombre

tal vez yo no sea un poeta a la altura de tu nombre

por si las dudas voy a acabar el poema sin decir explícitamente tu nombre

Fabrício Corsaletti (Santo Inácio, 1978).

Traducción de Sergio Ernesto Ríos.

En la Doliente Soledad del domingo

(1982)

 Gioconda Belli

Aquí estoy,

desnuda,

sobre las sabanas solitarias

de esta cama donde te deseo.

Veo mi cuerpo,

liso y rosado en el espejo,

mi cuerpo

que fue ávido territorio de tus besos,

este cuerpo lleno de recuerdos

de tu desbordada pasión

sobre el que peleaste sudorosas batallas

en largas noches de quejidos y risas

y ruidos de mis cuevas interiores.

Veo mis pechos

que acomodabas sonriendo

en la palma de tu mano,

que apretabas como pájaros pequeños

en tus jaulas de cinco barrotes,

mientras una flor se me encendía

y paraba su dura corola

contra tu carne dulce.

Veo mis piernas,

largas y lentas conocedoras de tus caricias,

que giraban rápidas y nerviosas sobre sus goznes

para abrirte el sendero de la perdición

hacia mi mismo centro

y la suave vegetación del monte

donde urdiste sordos combates

coronados de gozo,

anunciados por descargas de fusilerías

y truenos primitivos.

Me veo y no me estoy viendo,

es un espejo de vos el que se extiende doliente

sobre esta soledad de domingo,

un espejo rosado,

un molde hueco buscando su otro hemisferio.

Llueve copiosamente

sobre mi cara

y solo pienso en tu lejano amor

mientras cobijo

con todas mis fuerzas,

la esperanza.

(Yevgueni o Yevgeny Alexándrovich Yevtushenko, también llamado Evgeni o Eugeni Evtuchenko o Evtushenko; Zima, Siberia, 1933 – Tulsa, Estados Unidos, 2017) Poeta ruso. Admirado entre la juventud de la Unión Soviética (que lo convirtió en un símbolo del post-estalinismo), sus polémicas con los intelectuales oficiales de la Unión de Escritores y sus ciclos de conferencias por el extranjero alimentaron su halo de poeta polémico, atrevido y comprometido con las propuestas del “deshielo” que siguió a la muerte de Stalin.

Fuente: https://www.biografiasyvidas.com/biografia/y/yevtushenko.htm